Morte e Cuidados Paliativos

Doloroso para a família, menos obscura para o paciente, tudo depende de entendermos melhor essa questão.

Quando pensamos em morte, a própria palavra provoca arrepios em algumas pessoas, outras têm sentimento de medo, angústia e sofrem só de pensar que ela possa acometer um ente querido ou mesmo uma pessoa desconhecida, afinal as pessoas que não pensam na morte tem uma relação de sofrimento só de pensar a respeito.

A verdade é que a morte nos leva a expressar sentimentos e emoções e há refletir um pouco mais sobre a vida, esses sentimentos variam muito entre as diferentes pessoas, também variam muito entre diferentes momentos de uma mesma pessoa. Podem ser sentimentos confusos e dolorosos, serenos e plácidos, raivosos e rancorosos, racionais e lógicos, e assim por diante, por exemplo: um sentimento racional e lógico se dá quando o profissional de saúde acompanha o paciente em fase terminal em um leito de hospital e a pedido da própria família o sofrimento dessa pessoa é por vezes prolongado, investindo em antibióticos, analgésicos, etc., levando a um prolongamento das dores, do desconforto por estar deitado o tempo todo, da tristeza por saber que nada que o fizerem poderá curá-la. Para quem sofre com um ente querido, hoje houve-se falar em cuidados paliativos e muitos não entendem ou simplesmente ignoram esse tipo de cuidado, talvez por desconhecerem o real tipo de cuidado que é prestado.

Tento aqui passar um pouquinho do que estudei e ainda estudo sobre esse assunto, espero que possa esclarecer de alguma forma e até ajudar alguns a entender quando ele se faz necessário.

Os cuidados paliativos são tipos especiais de cuidados destinados a proporcionar bem estar, conforto e suporte aos pacientes e seus familiares nas fases finais de uma enfermidade terminal, conseguindo assim que os pacientes desfrutem os dias que lhes restam de forma mais consciente possível, livres da dor e com seus sintomas sob controle.

Cuidados paliativos nada mais é que uma equipe de profissionais assistindo o doente na fase final da sua doença, com o único objetivo de melhorar a qualidade da sua vida nesta fase definitiva, atendendo às necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais do paciente e da sua família, exemplos:

- Nas necessidades físicas, temos como principal fator a dor, onde é realizado o controle através de medicações e tecnicas alternativas diminuindo grande parte do desconforto sentido pelo paciente.

- Nas necessidades psicológicas, o paciente com o apoio da familia e da equipe multiprofissional de saude, se sentirá mais seguro, sabe que não está abandonado, se sente amado, o que é muito importante nessa fase.

- Nas necessidades sociais: não é porque ele está deitado em um leito que ele não perceba toda a movimentação que o rodeia, e a doença terminal causa em quem a padece e na sua família um intenso desgaste e não poucos desajustes familiares. Frequentemente, toda a atenção dos membros da família concentra-se no membro doente e, se a sobrevivência se prolonga, o desajuste pode ser duradouro, causando ao doente uma sobrecarga, faz com que ele se sinta um problema maior do que é.

Portanto, todos trabalham minimizando seu sofrimento, porém não prolongando seus dias de sofrimento, se é chegada a hora a preocupação é que o mesmo esteja de uma forma confortável utilizando-se de terapias que não visa aumentar a sobrevida do paciente e sim klhe proporcionar qualidade de vida e menos sofrimento nesse momento difícil.

Isso tudo é pretendido para que esses pacientes possam viver seus últimos dias com dignidade, em sua casa ou em algum lugar mais parecido possível, rodeados de pessoas que lhes queiram bem. Na realidade, esse tipo de cuidado pode ser realizado em qualquer local onde o paciente esteja, em sua casa, no hospital, em asilos ou instituições semelhantes, etc.. Esse é um tipo de cuidado médico e multiprofissional aos pacientes cuja doença não responde aos tratamentos curativos, sendo primordial o controle da dor, de outros sintomas igualmente sofríveis e, até, dos problemas sociais, psicológicos e espirituais, eles não prolongam a vida, nem tampouco aceleram a morte, ao contrário somente tentam estarem presentes e oferecer conhecimentos médicos e psicológicos suficientes para o suporte físico, emocional e espiritual durante a fase terminal e de agonia do paciente, bem como melhorar a maneira de sua família e amigos lidarem com essa questão.


Esse é um pensamento ainda muito discutido e que sofre muitos preconceitos, porém se pensarmos no bem estar de quem amamos, poderíamos pensar um pouco melhor sobre o assunto e refletindo talvez tenhamos uma mente mais aberta para entender que o cuidado paliativo é um bom suporte de auxílio ao paciente terminal, priorizando sempre as condições necessárias para manter o paciente em casa onde, seguramente, terá uma qualidade de vida melhor. Em casa ele estará cercado de carinho e atenção, o que pode minimizar o seu medo de morrer e conseqüentemente aliviando um pouco a tensão dessa temível palavra “morte”, pense nisso.

Texto escrito por Rosangela Sabino

Minha irmã de sangue, não poderia faltar um texto seu aqui e o mais importante ele vem fechar, temos as nossas diferenças mas sempre há admirei e sempre irei respeita-lá em tudo que faz, te amo muito, amo sua família, Carlinhos e principalmente nossa querida Luísa, agradeço a Deus todos os dias por ter você ao meu lado e sei que nos momentos mais difíceis, você estará ao meu lado....te amo muito. obrigado pelo texto, adorei, não conhecia esse método...fico hiper feliz de ter você aqui eternizada nessas linhas e em meu coração...

Abraços

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